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CAPACITANDO A REDE PARA O ATENDIMENTO APROPRIADO A GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS (GLBT) NA REDE DE SAÚDE



Curso de Capacitação de Profissionais da Rede Municipal de Saúde para o
Atendimento Humanizado de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis


Introdução:

Em 2004, como parte do orçamento participativo surgiu a demanda de preparar adequadamente as Unidades Básicas de Saúde para o atendimento de gays, lésbicas, bissexuais e travestis na rede de saúde do município de São Paulo. Coube ao CEFOR do município, em parceria com a Associação Saúde da Família planejar, organizar e conduzir a referida capacitação, com o objetivo de diminuir o preconceito e a discriminação durante a rotina do atendimento na atenção básica.

Objetivos:

  • Possibilitar a reflexão da Equipe de Saúde da rede básica sobre o atual atendimento realizado ao segmento GLBT, oferecendo condições para a elaboração de uma proposta de inclusão no modelo de atenção atual, mais humanizado e resolutivo;

  • Propiciar vivências que identifiquem conteúdos afetivos e comportamentais dos participantes, em relação à orientação sexual;

  • Criar oportunidades para a compreensão do contexto psicossocial do segmento GLBT;

  • Oferecer subsídios conceituais visando ampliar o conhecimento relativo à diversidade sexual, suas necessidadese valores;

  • Promover mudanças de atitude que tornem o atendimento mais ajustado às necessidades específicas desse segmento, de acordo com a Lei nº 10.948, de 5/11/2001.

Metodologia:

Foram realizados 16 cursos de 20 horas cada, no período de agosto a novembro de 2004. Os temas foram trabalhados através de metodologia participativa e problematizada, utilizando-se do conhecimento e da afetividade apresentada pelos participantes, para a construção de uma proposta cuja prática foi discutida e avaliada no decorrer do processo de capacitação. O curso foi ministrado por equipe multiprofissional e multidisciplinar envolvendo representantes do segmento com depoimentos pessoais, médicos, psicodramatistas e ego auxiliar, filósofo educador, técnicos do CEFOR, da Secretaria Municipal de Saúde, e da Associação Saúde da Família.

Conteúdo:

  • Pré-conceitos, conceitos e afetos dos participantes em relação ao segmento GLBT;

  • Trabalhados através das técnicas de dramatização, leitura e discussão em subgrupos de casos verídicos;

  • Avaliação do dia, através de vivências e mobilizações afetivas ocorridas no decorrer do período;

  • Trabalhar com os participantes a discriminação estereótipos através da técnica da pétala na composição da flor nas diferentes percepções que os valores da sociedade atual imputam aos indivíduos;

  • Construção através de recorte e colagem de um personagem com as seguintes orientações sexuais: gay, lésbica, bissexual e transgênero;

  • Dramatização para apresentação do personagem construído;

  • Avaliação do dia: identificação de duas cores que apresentem afetivamente como o participante chegou na capacitação e como está saindo;

  • Sexualidade humana: conceito de sexo biológico, comportamento sexual, identidade e orientação sexual;

  • Relatos de experiências;

  • Orientações sobre o tema a ser elaborado junto à equipe da Saúde nas Unidades Básicas de Saúde. Avaliação do dia através de sociodrama;

  • Aspectos éticos frente à diversidade e aspectos legais relacionados à comunidade GLBT;

  • Oficina para elaboração de uma proposta de atendimento dentro do modelo de inclusão e humanização proposto pela SMS;

  • Apresentação das propostas e discussão;

  • Avaliação do dia através de questionário estruturado.

Indicadores de Processo do Curso de Capacitação GLBT em 2004

Categoria
Total
  Profissionais capacitados
560
  Apostilas distribuídas
560
  Horas trabalhadas
1392
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