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Prêmio empreendedor social do ano


A 8    segunda-feira, 4 de julho de 2005                                         CADERNO BRASIL

TERCEIRO SETOR  Folha e Fundação Schwab analisam projetos até 3 de agosto

Fundação premiará melhor
empreendedor social do ano

DA REDAÇÃO



Rodrigo Baggio, do CDI, que tem apoio da
Schwab desde 2001

Prêmio "Empreendedor Social do Ano"
   
Critérios para premiação
1
 INOVAÇÃO: o candidato deve apresentar  projetos pioneiros na área social, seja a  criação de um novo produto ou serviço ou  a aplicação mais incisiva de tecnologias já  conhecidas.
2
 ALCANCE E ABRANGÊNCIA: as  iniciativas devem ter sido expandidas  para além do cenário para o qual foram  planejadas, seja no país ou no exterior.
3
 EFEITO MULTIPLICADOR: os  empreendedores devem estar abertos  para compartilhar suas técnicas com  outras organizações.
4
 SUSTENTABILIDADE: as iniciativas  devem ser auto-sustentáveis, seja por  meio de ações independentes para  arrecadação de recursos ou por parcerias  com empresas privadas ou órgãos  governamentais.
5
 IMPACTO SOCIAL DIRETO: o impacto  pode ser mensurado com base em  documentos e nos sitemunhos dos  beneficiários dos projetos sociais.
6
 EXEMPLO/LIDERANÇA: o candidato  deve servir de modelo para a sociedade  em geral.
7
 VALOR AGREGADO MÚTUO: demonstrar  interesse em construir uma rede de  empreendedores para a troca de idéias e  mobilização de recursos.

De hoje até o próximo dia 3 de agosto, a Fundação Schwab - criada pelo mesmo idealizador do, Fórum Econômico de Davos, na Suíça - está com inscrições abertas para o prêmio "Empreendedor Social do Ano", que em 2005 será realizado em parceria exclusiva com a folha.

O concurso acontece simultaneamente em 25 países - excluindo o Brasil - e elege o empreendedor que mais se destacou na área social em cada um deles. Os vencedores conquistam o direito de participar como convidados na próxima edição do Fórum Econômico Mundial. Além disso, têm acesso à Cúpula de Empreendedores Sociais, que reúne líderes de todo o mundo apoiados pela Fundação Schwab.

A entidade não concede apoio financeiro aos eleitos, mas promove a troca de "know-how" entre empreendedores de destaque e viabiliza o contato deles com grandes patrocinadores internacionais (leia mais abaixo).

Este será o primeiro ano em que a Fundação Schwab elegerá o empreendedor social do ano em parceria com veículos de comunicação dos 25 países envolvidos. Assim, a candidatura será aberta a todos os interessados. Antes, a entidade recorria a indicações de consultores da área.

No Brasil, a folha foi o jornal encolhido como parceiro. "A folha foi selecionada por sua credibilidade e sua qualidade. Além disso, demonstra compromisso com a aproximação entre questões sociais e econômicas, o que pode ajudar a resolverem muitos dos complexos problemas que afetam as regiões mais carentes do mundo",
justifica Pamela Hartigan, diretora-geral da Fundação Schwab.

As inscrições devem ser feitas apenas pela internet, no site www.folhaonline.com.br/051821.

Participação mundial

A opção pelo Brasil como um dos países-sede do prêmio é justificada pela expressiva participação do país no seleto grupo de profissionais apoiados pela Schwab. Dos 84 líderes sociais da rede, 8 são brasileiros - o que corresponde a quase 10% do total.

Esse foi um dos motivos que lavaram os diretores da fundação a escolher Campinas (SP) para sediar seu primeiro encontro fora da Suíça, no ano passado.
A reunião também marcou a entrada da ONG brasileira Parceiros Voluntários na rede da Schwab. Criada em 1997, em Porto Alegre, a ONG promove, amplia, qualifica e organiza o trabalho voluntário voltado para o exercício da cidadania.

Neste ano, a presidente e fundadora da entidade, Maria Elena Johannpeter, 60, participou pela primeira vez do Fórum Econômico Mundial. "Tive a chance de me aproximar de políticos, banqueiros e celebridades. E ficou claro que todos têm a consciência de que o econômico não se sustenta sem o social e vice-versa", relata.

Rodrigo Baggio, 36, diretor-executivo do CDI (Comitê para a Democratização da Informática), também tem apoio da fundação. Ele faz parte da primeira turma de profissionais apoiados pela Schwab, em 2001. Hoje o CDI - que ele ajudou a criar - está presente em 869 cidades brasileiras e em dez países.

Baggio defende a importância do intercâmbio de experiências: "Comecei a.conviver com outros empreendedores e a compartilhar desafios e soluções comuns a todos nós, em qualquer parte do mundo. Isso melhorou muito meu trabalho e o desempenho da organização", relata.

Crescimento

Baggio e Johannpeter são exemplos de como a expressão "empresários sociais" pode não mais soar como um paradoxo.

Dados da Fundação Ashoka, que atua no Brasil desde 1986, mostram que o número de empreendedores sociais vem crescendo significativamente no país. A entidade promove anualmente um prêmio para escolher novos líderes. De 2002 para 2005, o número de inscrições passou de 220 para 432 - um aumento de 96%.




Prêmio "Empreendedor Social do Ano": inscrições até 3 de agosto, no site www.folhaonline.com.br/051821

Fonte: Prêmio "Empreendedor Social do Ano".

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