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CAPS da ASF é o melhor
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Reportagem da Folha de São Paulo
São Paulo, segunda-feira, 02 de maio de 2005

SAÚDE NA UTI
Reportagem constatou prédios inadequados em 9 de 10
unidades do Caps; em um deles, há até uma piscina
Ambulatório mental tem
estrutura precária
DO "AGORA"
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Embora com equipes completas, o Caps
(Centro de Atenção Psicossocial), serviço que
atende pacientes com transtornos mentais, não possui prédios
adequados para a prática dos serviços.
São três os tipos de Caps: adulto, infantil e para
dependentes de drogas e álcool. São 41 unidades na
cidade, sendo dez para atendimento de crianças e adolescentes,
dez para drogados e alcoólatras e 21 para adultos.
Na última semana, a reportagem percorreu as instalações
de nove centros nas zonas norte, sul, leste e oeste da capital. Apenas
um espaço é totalmente adequado, o Caps Álcool
e Drogas de Ermelino Matarazzo (zona leste), administrado pela entidade
ASF (Associação Saúde da Família).
Nos outros, há problemas dos mais variados - como um consultório
improvisado em uma garagem.
Os centros foram criados em 2002 pelo então ministro
da Saúde José Serra (PSDB), hoje prefeito. Existem
nas unidades serviços ambulatoriais (os pacientes passam
por consultas com psiquiatras, psicólogos, terapeutas
ocupacionais e pedagogos) e de tratamento intensivo. O principal
objetivo do Caps é substituir o confinamento de pessoas
com transtornos mentais em asilos psiquiátricos. Eles
procuram evitar internações prolongadas, que distanciam
o doente da família. |
A unidade que recebeu a pior avaliação é
a que atende adultos em Ermelino Matarazzo. Sem espaço
para criar novos consultórios na casa que abriga o serviço,
foi necessário adaptar a garagem. Lá foram colocadas
divisórias que deixam vazar o barulho da rua.
No fundo da casa, entre as salas de atendimento e o refeitório,
uma piscina com profundidade de 1,90 metro, coberta apenas por
uma tela fina de náilon, coloca em risco a saúde
dos usuários e dos profissionais.
No Caps Jabaquara (zona sul), que atende dependentes de álcool
e drogas, o prédio era, originalmente, um velório.
Uma das salas administrativas cedeu espaço para receber
o setor de enfermagem. Na cozinha, há infiltração.
O Caps que atende crianças da Lapa (zona oeste) não
possui fraldário. Uma das salas faz divisa com um consultório
de uma UBS (Unidade Básica de Saúde).O número
de centros também não é suficiente. A portaria
336, de 19 de fevereiro de 2002, estabelece que deve existir
três Caps (um de cada tipo) a cada 200 mil habitantes.
São Paulo, no caso, precisaria de mais 109.
(CLAYTON FREITAS)
Cristina Pandjiarjian
Gerente Saúde Mental
Associação Saúde da Família
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